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A Captura do Estado e a Ilusão da Democracia em Portugal

A Captura do Estado e a Ilusão da Democracia em Portugal 1. O Início da Degradação do Estado Após a Revolução, Portugal seguiu um caminho que, ao invés de consolidar uma democracia transparente e participativa, resultou na apropriação do Estado por uma elite política. Inicialmente, com as nacionalizações, o controlo da economia foi entregue ao "povo" – ou assim nos fizeram crer. Anos mais tarde, esse processo foi revertido por privatizações feitas à margem dos cidadãos, sem transparência e sob forte influência de interesses particulares. Desde cedo, o povo foi afastado das decisões cruciais para o país. O Estado, que deveria ser um agente do bem comum, tornou-se uma entidade hermética, funcionando como uma máquina de poder ao serviço de uma classe política que rapidamente se blindou contra qualquer escrutínio popular. 2. A Formação de uma Casta Política e a Falsa Democracia Portugal não desenvolveu uma verdadeira democracia participativa. Em vez disso, instal...
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A Resistência à Mudança e o Inevitável Fim do Modelo Económico e Empresarial Ultrapassado em Portugal

A Resistência à Mudança e o Inevitável Fim do Modelo Económico e Empresarial Ultrapassado em Portugal Durante décadas, Portugal tem vivido num equilíbrio frágil entre a modernização necessária e a resistência de um sistema enraizado em burocracia, hierarquias obsoletas e práticas empresariais ultrapassadas. No entanto este modelo tem os dias contados. A concorrência global, a digitalização e as novas exigências do mercado vão impor mudanças inevitáveis. Quem não se adaptar, ficará para trás. 1. O Estado e a Burocracia: O Grande Obstáculo à Inovação O Estado português continua a ser um dos principais travões ao desenvolvimento do país. A burocracia excessiva, a falta de eficiência nos serviços públicos e a mentalidade de controlo herdada de séculos passados impedem a agilidade e a inovação. Qualquer empresa ou empreendedor que tente criar algo novo enfrenta um labirinto de regulações, tempos de espera intermináveis e processos administrativos complexos. Esta realidade contr...

Trump e a Ameaça à Democracia Americana: Até Onde Pode Ir?

Trump e a Ameaça à Democracia Americana: Até Onde Pode Ir? Desde a sua eleição em 2016, Donald Trump tem sido uma figura polarizadora na política dos Estados Unidos. Agora, em 2025, no seu segundo mandato, as preocupações sobre o futuro da democracia americana intensificaram-se. As suas ações, apoiadas por um Partido Republicano cada vez mais alinhado com o seu discurso, levantam sérias dúvidas sobre a estabilidade institucional dos EUA e o impacto global das suas políticas. O Silêncio Cúmplice do Congresso Um dos aspetos mais preocupantes deste segundo mandato de Trump é o apoio quase incondicional que recebe do Congresso e do Partido Republicano. O sistema político americano, que sempre funcionou com base no equilíbrio de poderes, parece estar a perder a sua capacidade de conter os impulsos do presidente. A comparação com a Duma russa não é descabida – o Congresso, outrora uma instituição de debate e fiscalização, tornou-se um espaço onde as decisões de Trump são aprov...

Programação de computador: Talento, Intuição ou Experiência?

Programação de computador: Talento, Intuição ou Experiência? A programação é muitas vezes vista como um jogo para os jovens. Dizem que é preciso começar cedo, que a capacidade de aprender novas tecnologias diminui com o tempo e que o mercado só valoriza quem tem 20 e poucos anos. Mas será isso verdade? A Ilusão da Juventude na Tecnologia Muitos acreditam que a programação é sobre velocidade – quem escreve mais código em menos tempo é o melhor. Mas, na realidade, os programadores mais valiosos não são os que digitam rápido, mas sim os que sabem pensar melhor. E isso não vem da juventude, mas sim da experiência . Os verdadeiros mestres da programação não são aqueles que conhecem todas as linguagens do momento, mas sim aqueles que entendem os princípios fundamentais : organização de código, arquitetura eficiente, clareza na resolução de problemas e, acima de tudo, a capacidade de evitar armadilhas antes mesmo de cair nelas. A Intuição que Vem com os Anos Desde que comec...

Portugal na NATO.: Que futuro?

A contribuição de Portugal para a NATO, incluindo o compromisso de 2% do PIB para despesas militares, tem sido uma questão debatida há anos. Atualmente, o país não atinge esse valor, mas isso reflete uma tendência comum a muitos outros Estados-membros da NATO, que também enfrentam desafios para cumprir o objetivo estabelecido na Cimeira de Gales em 2014. O investimento em defesa é fundamental não apenas para cumprir compromissos internacionais, mas também para assegurar a soberania e a segurança nacional. Portugal tem desafios específicos, como a sua vasta zona económica exclusiva (ZEE), uma das maiores da Europa, que exige capacidades navais, aéreas e de vigilância tecnológica adequadas. As razões para esta lacuna no investimento podem incluir: Prioridades internas : O orçamento nacional tem sido canalizado para outras áreas, como saúde, educação e infraestrutura. Dependência histórica : Portugal tem confiado no apoio dos aliados para suprir limitações militares. Eco...

O sector da energia em Portugal e os preços praticados.

O mercado liberalizado de energia em Portugal tem sido alvo de críticas exatamente por não trazer os benefícios esperados de uma verdadeira concorrência. Embora existam vários fornecedores no mercado, muitos consumidores percebem que os preços e condições não variam significativamente entre as empresas, levantando a suspeita de práticas que se assemelham a um cartel. Aqui estão alguns fatores que alimentam esta visão: Estrutura monopolista da distribuição A E-Redes, que gere a distribuição de energia, é a única responsável por transportar eletricidade até aos consumidores. Mesmo que os fornecedores variem, todos dependem desta infraestrutura, que não promove competição real. Preços semelhantes entre fornecedores No mercado liberalizado, os preços são quase idênticos porque todos os fornecedores têm custos regulados semelhantes, como tarifas de acesso às redes e encargos com renováveis. Isso dá a sensação de que não existe verdadeira concorrência. Falta de regula...

Futuro da Europa : União ou irrelevancia?

Sem uma integração mais forte, a sobrevivência da União Europeia (UE) como uma potência global relevante é um desafio significativo. A UE já enfrenta limitações devido à sua fragmentação política e à dificuldade em agir com uma só voz. Entre gigantes como os EUA, China e Rússia, aqui estão os principais obstáculos e caminhos possíveis para a sobrevivência e relevância da UE: Desafios da Fragmentação Europeia: Divisão política interna: A UE é composta por 27 estados-membros com prioridades, interesses e culturas diferentes. Essa diversidade, embora uma força em termos culturais, dificulta decisões rápidas e eficazes em áreas cruciais, como defesa e política externa. Falta de capacidade militar conjunta: Sem uma força militar unificada, a UE depende amplamente da NATO, liderada pelos EUA, para sua segurança. Isso reduz sua independência estratégica, especialmente em um mundo onde potências como a Rússia ou a China desafiam diretamente as democracias ocidentais. D...